sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Injustiça Fiscal no Brasil: Quando os impostos aprofundam a desigualdade.

Injustiça Fiscal no Brasil: quando os impostos aprofundam a desigualdade

.      Urias Rocha - Jornalista independente 

O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo, e essa desigualdade não é apenas resultado de fatores históricos ou sociais: ela é reforçada diariamente por um sistema tributário profundamente injusto. A forma como o Estado arrecada impostos penaliza os mais pobres, protege os muito ricos e contribui para a extrema concentração de renda e riqueza. Em outras palavras, o sistema fiscal brasileiro não corrige desigualdades — ele as amplia.

Um país rico, um povo pobre

O Brasil figura entre as maiores economias do planeta em termos de Produto Interno Bruto (PIB). No entanto, essa riqueza está concentrada nas mãos de poucos. Grandes grupos econômicos, bancos, rentistas e detentores de capital acumulam parcelas significativas do PIB, enquanto a maioria da população sobrevive com rendas baixas e serviços públicos precários.

A injustiça começa quando observamos quem paga impostos e quanto paga. No Brasil, os mais pobres comprometem proporcionalmente uma parcela maior de sua renda com tributos do que os mais ricos. Isso acontece porque o sistema é baseado majoritariamente em impostos indiretos, cobrados sobre o consumo.

A armadilha dos impostos sobre consumo

ICMS, IPI, PIS e COFINS incidem sobre produtos e serviços essenciais: alimentos, energia elétrica, gás de cozinha, transporte e medicamentos. Esses impostos são embutidos nos preços e pagos igualmente por todos, independentemente da renda. Para quem ganha um salário mínimo, esse peso é devastador; para quem é milionário, é quase irrelevante.

Assim, o trabalhador paga imposto até para comer, enquanto grandes fortunas são pouco ou nada tributadas. Esse modelo é o oposto do que ocorre em países mais justos, onde a tributação recai mais fortemente sobre renda, patrimônio e herança.

Renda e patrimônio: o privilégio dos de cima

No Brasil, lucros e dividendos distribuídos a acionistas são isentos de Imposto de Renda — um verdadeiro escândalo fiscal. Enquanto isso, o trabalhador assalariado tem o imposto descontado diretamente na fonte, sem possibilidade de planejamento tributário.

Além disso, impostos sobre patrimônio, como o IPVA, IPTU e o Imposto sobre Grandes Fortunas (este último previsto na Constituição, mas nunca regulamentado), são subutilizados ou inexistentes. Iates, jatinhos e grandes propriedades rurais, em muitos casos, pagam proporcionalmente menos impostos do que o carro popular de um trabalhador urbano.

O Estado que cobra do pobre e protege o rico

A estrutura fiscal brasileira revela uma escolha política clara: arrecadar de quem tem menos poder de reação e poupar quem tem mais influência econômica e política. Isenções fiscais bilionárias, perdões de dívidas e benefícios a grandes empresas convivem com cortes em políticas sociais e aumento da carga sobre o consumo.

Essa lógica perpetua um ciclo perverso: o Estado arrecada mal, investe pouco em serviços públicos de qualidade e depois usa essa deficiência como argumento para privatizações e retirada de direitos.

Consequências sociais e democráticas

A injustiça fiscal não é apenas um problema econômico; ela é um problema moral e democrático. Um sistema tributário injusto aprofunda a pobreza, limita a mobilidade social, enfraquece a classe média e gera descrença nas instituições. Quando o cidadão percebe que paga muito e recebe pouco, enquanto uma elite paga pouco e recebe muito, a coesão social se rompe.

Caminhos para a justiça fiscal

Uma reforma tributária verdadeiramente justa deve:

  • Reduzir impostos sobre consumo e itens essenciais
  • Tributar lucros e dividendos
  • Implementar impostos progressivos sobre grandes fortunas, heranças e patrimônio
  • Combater a sonegação e os paraísos fiscais
  • Garantir transparência no uso dos recursos públicos

Sem justiça fiscal, não há justiça social. Um país que cobra mais de quem tem menos e protege quem tem mais não pode se chamar de justo, democrático ou desenvolvido.

O debate sobre impostos no Brasil precisa deixar de ser técnico apenas para se tornar político e ético: quem deve pagar a conta do país? Enquanto essa resposta continuar recaindo sobre os mais pobres, a desigualdade seguirá sendo a marca central da nação.

Urias Rocha BR
Jornalista independente e membro da ADESG

domingo, 7 de dezembro de 2025

O Assalto ao Petróleo Venezuelano: A Velha Cartografia do Imperialismo em Nova Embalagem - Urias Rocha BR



O Assalto ao Petróleo Venezuelano: A Velha Cartografia do Imperialismo em Nova Embalagem

.          Imagens CNN internacional 

Por Urias Rocha – Jornalista Independente, membro da Escola Superior de Guerra

A história do hemisfério ocidental está marcada por uma constante: a disputa pelas riquezas naturais da América Latina. Hoje, no epicentro dessa geopolítica, encontra-se a Venezuela — não apenas como nação soberana, mas como símbolo do embate entre projetos civilizatórios antagônicos: de um lado, o imperialismo de natureza ocupacionista; do outro, a resistência de povos que insistem em existir com dignidade em meio a tempestades históricas.

O Petróleo como Obsessão Imperial

Para os Estados Unidos, a Venezuela representa mais que um vizinho incômodo. Representa petróleo — a matéria-prima que, desde o século XX, serve como combustível literal e simbólico da hegemonia norte-americana.

A busca norte-americana por influência sobre o território energético venezuelano nunca foi segredo. Agora, porém, assume contornos mais explícitos, apoiada pela gigante ExxonMobil, empresa que já atua agressivamente na região disputada do Esequibo.

O que se apresenta ao mundo não é uma preocupação humanitária, democrática ou jurídica — é, como sempre foi, a tentativa de assegurar reservas estratégicas de petróleo, nada além disso.

O Território e o Fator Humano: Barreiras Naturais ao Assalto

Mesmo sob a ótica fria da geoestratégia, um “assalto” ao petróleo venezuelano não seria simples.
A Venezuela possui:

  • Terreno complexo, com selvas densas, serras, planaltos e fronteiras pouco acessíveis.
  • Base social fortemente politizada, com organizações populares e grupos armados que compõem o que muitos analistas chamam de “rede de defesa territorial”.
  • Um contingente militar que ronda a casa das centenas de milhares, somando Forças Armadas e Milícias Bolivarianas, que operam doutrinadas pela lógica de guerra assimétrica — a mesma que transformou pequenos países em adversários difíceis para potências muito maiores.

Mesmo análises conservadoras reconhecem que um eventual conflito prolongado na Venezuela jamais seria simples ou rápido.

A resistência — seja militar, comunitária ou territorial — torna qualquer tentativa de ocupação uma operação de altíssimo custo humano, econômico e diplomático.

O Tabuleiro Mundial e o Eixo Anti-Imperialista

A geopolítica do século XXI não é mais unipolar.
Se outrora os Estados Unidos agiam com absoluta liberdade sobre o destino dos povos latino-americanos, hoje encontram uma muralha diplomática composta por:

  • Rússia, com presença militar global e interesse direto em evitar expansão estadunidense.
  • China, que depende do petróleo venezuelano para sua segurança energética e investe pesadamente na região.
  • Turquia, que desde a década de 2010 tem se posicionado contra intervenções unilaterais promovidas pelo Ocidente.
  • Nações do Sul Global, que rejeitam qualquer política que lembre a velha cartilha colonial.

Essa rede internacional de alianças transforma a Venezuela em peça central de um tabuleiro em que a supremacia estadunidense já não é absoluta.

O Caso Esequibo: O Pretexto e o Pretexto do Pretexto

A presença da ExxonMobil no território do Esequibo – área historicamente contestada entre Venezuela e Guiana – cria um ambiente ideal para tensões artificiais.

Não se trata de defender o povo guianense, de estabelecer justiça histórica, ou de proteger direitos indígenas.
Trata-se, essencialmente, de petróleo.

A ExxonMobil atua como preposto econômico de uma política externa que, há mais de um século, confunde interesses corporativos com soberania nacional.

Em muitos momentos da história do continente, a empresa veio primeiro — e o fuzil depois.

O Imperialismo como Estrutura Permanente

A postura dos Estados Unidos repete, com impressionante fidelidade, padrões que marcaram:

  • o Iraque,
  • a Líbia,
  • o Irã,
  • o Vietnã,
  • e tantas outras regiões que ousaram deter recursos estratégicos fora da órbita de Washington.

É a velha lógica do “Destino Manifesto”, atualizada pela geopolítica energética.

O discurso é sempre o mesmo:
primeiro a demonização, depois a desestabilização, e por fim a tentativa de ocupação direta ou indireta.

Conclusão: A Tragédia da Repetição

O que se desenha na Venezuela é mais um capítulo do esgotado, porém persistente, projeto imperial estadunidense. Um projeto que:

  • não oferece desenvolvimento,
  • não promove estabilidade,
  • não respeita soberanias,
  • não constrói democracia.

Apenas promove espoliação.

Mas o século XXI trouxe um elemento novo: os povos já não aceitam passivamente o rótulo de “quintal”.
A Venezuela, com todas as suas contradições internas, permanece como símbolo dessa resistência histórica — e é justamente isso que torna qualquer tentativa de saqueio um empreendimento arriscado, caro e, sobretudo, moralmente falido.

O imperialismo se renova, mas os povos também. E a história costuma favorecer aqueles que defendem sua terra — não aqueles que tentam assaltá-la.

Urias Rocha
Jornalista Independente
Membro da Escola Superior de Guerra

Indicação de Flávio Bolsonaro - DESINTEGRAÇÃO GENERALIZADA DA EXTREMA DIREITA SERVIÇAL DO SIONISMO GLOBALISTA.

Por Urias Rocha — jornalista independente, membro da DESG (Escola Superior de Guerra)

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.           Imagens FOLHA DE SÃO PAULO 

O Brasil entra em 2026 com uma crise profunda na sua direita — uma crise que, para muitos analistas, revela-se não apenas política, mas existencial. A recente escolha de Flávio Bolsonaro como pré-candidato à presidência, por determinação explícita de Jair Bolsonaro, simboliza essa contradição histórica: uma tentativa de reerguer a direita pela continuação de um legado que já se desintegrou internamente.


A conjuntura política e econômica do país

  • Dados de 2025 mostram uma crescente percepção popular de que a corrupção voltou a aumentar sob o governo Luiz Inácio Lula da Silva. Pesquisa do instituto PoderData aponta que 46 % dos brasileiros acreditam que a corrupção aumentou desde o início do terceiro mandato.
  • Ao mesmo tempo, a desconfiança generalizada nas instituições — fruto de escândalos passados, tentações golpistas e uma crise ética prolongada — torna o debate sobre “moralidade pública” altamente sensível. Alguns discursos da direita tentam atribuir unilateralmente essa crise à “velha política” ou à esquerda, mas os fatos recentes mostram um quadro muito mais complexo e enraizado nos núcleos conservadores.
  • A economia, marcada por incertezas, inflação persistente e insatisfação geral, alimenta o descontentamento popular e dá espaço a narrativas de ruptura radical — terreno fértil para lideranças populistas, mas também para crises profundas de legitimidade.

Dentro desse contexto, a ascensão de Flávio Bolsonaro representa uma aposta da extrema-direita: retomar espaço político ao custo de consolidar, definitivamente, o que muitos consideram um “colapso moral e institucional” da direita.


A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro e o colapso da “direita unida”

Na última sexta-feira, Flávio anunciou sua postulação à Presidência em 2026. Ele declarou que está cumprindo “a missão” confiada por seu pai — uma missão que, na prática, é a herança de um projeto bolsonarista marcado por polêmicas.

No entanto, a reação popular e dentro da própria base direita não foi unanime: segundo levantamento da Datafolha de dezembro de 2025, apenas 8 % dos entrevistados disseram querer Flávio como candidato; 22 % preferiram a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e 20 % citaram o governador Tarcísio de Freitas.
Isso revela, de saída, uma direita fragmentada — dividida entre o bolsonarismo “puro e duro”, o conservador-religioso representado por Michelle, e uma ala mais pragmática e moderada — que vê em Tarcísio um nome com menor carga de radicalismo.

Além disso, a nomeação de Flávio não foi suficiente para apagar atritos recentes dentro da família e do partido: Michelle, embora tenha anunciado apoio público, passa por divergências com aliados, especialmente no plano estadual — o que expõe fissuras internas que vão além do jogo eleitoral.


A crise no partido PL e o revisionismo seletivo

O PL — que durante anos acolheu o bolsonarismo como sua principal força política — vive hoje uma crise de legitimidade severa. Não se trata apenas da reputação manchada pelo histórico de escândalos; trata-se de uma falência moral do partido como agregador de valores democráticos.

Levantamentos recentes mostram que dezenas de parlamentares do PL enfrentam processos judiciais, acusações graves e inquéritos por corrupção, abuso de poder e até por envolvimento com tentativas de golpe institucional.
Esse dado contesta diretamente o discurso politicamente conveniente da direita radical que busca imputar à esquerda — especialmente a nomes como Lula — uma “corrupção sistêmica exclusiva”. A verdade é que a estrutura de poder, dentro da extrema-direita, sempre teve e tem profundas raízes corruptas.

O revisionismo seletivo — culpar a “velha política” ou forças de esquerda por tudo de errado no Brasil — tenta despolitizar e descontextualizar esse colapso, transformando o que é estrutural num bode expiatório conveniente.


Do ponto de vista filosófico: o desastre moral da extrema-direita

Se olharmos pela lente da filosofia política, a situação se revela como uma tragédia da própria direita. Há aqui uma ruptura entre retórica e realidade — uma dissonância entre o ideal de “moral, família e ordem” que muitos disseram defender e a prática de poder baseada em privilégios, violência simbólica, corrupção e manipulação institucional.

Essa contradição lembra alertas clássicos de pensadores que viam na degeneração moral do poder uma ameaça à própria democracia. A crise atual não é apenas institucional: é ética, existencial, cultural. A direita que se apresentou como guardiã dos valores conservadores — da “ordem” — expôs fragilidades tão grandes que, ao invés de reafirmar esses valores, os converteu em símbolos vazios, corroídos por interesses escusos.

Em outras palavras: a direita brasileira — ou melhor, a “direita radical” — traiu sua própria promessa de regeneração moral e virou fonte de instabilidade.


Consequências práticas: fortalecimento de Lula e da esquerda moderada

Ao desacreditarem o PL e a extrema-direita, os escândalos, as disputas internas, e a evidente crise moral abrem caminho para uma reação política em outra direção. Com a direita dividida, desacreditada e fragilizada, o eleitorado — mesmo aquele que busca mudança — tende a buscar alternativas mais estáveis, institucionais ou pragmáticas.

Nesse vácuo, nomes de centro-esquerda ou de esquerda institucional — inclusive o próprio presidente Lula — ganham espaço como porto seguro da estabilidade democrática, da previsibilidade econômica e da promessa (ainda que discutível) de renovação ética.

Assim, paradoxalmente, a falência da direita fortalece a legenda adversária. Para quem aposta em estabilidade, em institucionalidade, e numa reconstrução de governança, o colapso moral e político da direita serve como alerta — e oportunidade.


A tragédia da direita: quando o discurso se converte em ruína

Para mim, jornalista e analista, ver a direita se desagregar dessa forma — não por imposição externa, mas por sua própria corrupção interna, por disputas familiares, por escolhas de poder — representa uma tragédia.

Não é apenas uma derrota eleitoral: é uma falência ideológica. A direita que se dizia subversiva, anti-"velha política", rompeu com seus próprios preceitos. Transformou promessas de moralidade em símbolos vazios. Abriu mão de ideias de integridade e converteu-se em um repositório de ambições pessoais, corrupção institucional e disputas de ego.

E nesse processo ela destruiu a si mesma — não a esquerda, não o establishment tradicional, mas sua própria credibilidade e consistência.


Conclusão

A escolha de Flávio Bolsonaro como pré-candidato do bolsonarismo para 2026 representa mais do que uma disputa eleitoral: ela revela um esgarçamento profundo da direita brasileira — moral, política, institucional. As crises internas no partido, os escândalos, as disputas familiares e a herança perversa de corrupção transformaram a promessa de renovação em ruína.

Do ponto de vista filosófico, há um paradoxo trágico: uma direita que prometia “moral e ordem” desmorona por sua própria imoralidade; que se dizia antissistema, revela-se presa aos piores vícios do sistema; que clamava por ética, revela-se um aparato de poder corrompido.

No fim, a ruína da direita — e especialmente da extrema-direita — não fortalece a democracia por si só. Mas cria as condições para um repensar profundo: de partido, de ideologia, de projeto, de país. Se há esperança em 2026 — e há — ela não estará em fórmulas antigas de domínio — nem nas ruínas da direita nem nas ruas. Estará na reconstrução real de um pacto ético-político, na reconciliação da palavra e da prática, da moral e da instituição, da justiça e da cidadania.


Urias Rocha BR - Jornalista independente e membro da ADESG 

terça-feira, 14 de outubro de 2025

Cuiabá e Campo Grande: Um Retrato da Crise sob Gestões de Extrema Direita Bolsonarista.

Cuiabá e Campo Grande: Um Retrato da Crise sob Gestões de Extrema Direita

Uma análise dos primeiros meses das gestões de Abílio Brunini (Cuiabá) e Adriane Lopes (Campo Grande) revela um cenário de turbulência política, denúncias de má gestão e o colapso de serviços públicos essenciais.

Por Urias Rocha, jornalista independente e membro da ADESG


Em menos de um ano de mandato, as administrações do prefeito Abílio Brunini, em Cuiabá, e da prefeita Adriane Lopes, em Campo Grande, duas das principais capitais do Centro-Oeste, tornaram-se emblemáticas de um projeto político que combina discursos de confronto com a desestruturação de políticas públicas. Sob uma gestão alinhada à extrema direita, as cidades enfrentam crises profundas na saúde, educação e na própria estrutura de governança, com denúncias de nepotismo, clientelismo e uma ruptura deliberada com programas federais e estaduais.
Adriane Lopes - Promoveu o caos e o atraso na Capital do MS, uma cidade encalhada na falta de gestão com base no clientelismo e nepotismo sem precedentes da história da gestão municipal.

Em Cuiabá, o governo do conflito permanente

A gestão de Abílio Brunini em Cuiabá tem sido marcada por uma sucessão de embates e investigações. Sua carreira política, construída sobre o terreno da polêmica, agora se reflete em um governo sob a sombra de processos judiciais e acusações de práticas anticristãs, apesar de seu apoio em setores pentecostais .

Abilio Bruno e - Bolsonarista de extrema direita que levou a capital Cuiabá ao estado de calamidade pública.

🔍 Abílio Brunini: Sob a Lupa da Justiça

Caso Status Impacto
Reprovação de contas de campanha Contas reprovadas pela Justiça Eleitoral; determinação de devolução de R$ 2,8 milhões ao erário Prefeito alega "equívocos de cálculo"; processo em andamento
Ação de Impugnação de Mandato (PDT) Em trâmite, acusações de abuso de poder econômico, caixa 2 e fake news Investiga gastos excessivos com empresa de comunicação e serviços não comprovados
Investigação por Fraude na Saúde Ministério Público Estadual apura suposta fraude na Empresa Cuiabana de Saúde Pública Envolve ex-diretor nomeado por Brunini; investigação recai sobre sua gestão
Ruptura com a Vice-Prefeita Rompimento informal com a coronel Vânia Rosa após vistoria na Secretaria de Mobilidade Gera instabilidade política interna na gestão

Além das batalhas judiciais, o prefeito tem se notabilizado por ataques frontais a conquistas sociais. Em julho de 2025, Brunini foi acusado publicamente de violência política de gênero e racismo após tentar censurar a professora e doutora Maria Inês da Silva Barbuda por usar pronomes neutros durante uma palestra na 15ª Conferência Municipal de Saúde . O caso gerou revolta e manifestações de repúdio de diversas entidades nacionais em defesa dos direitos humanos, que classificaram a atitude do prefeito como "autoritária, misógina e racista" .

A postura de confronto não é nova. Em 2023, Brunini já havia sido acusado de fazer um gesto associado ao supremacismo branco durante sessão da CPMI dos Atos Golpistas, e em 2020, defendeu a ineficácia de vacinas contra a Covid-19, revelando um padrão de atuação baseado na desinformação e no negacionismo científico .

Em Campo Grande, a saúde em estado de sítio

Enquanto isso, em Campo Grande, a gestão da prefeita Adriane Lopes (PP) enfrenta um colapso generalizado na saúde pública, agravado por denúncias de desvio de verbas e loteamento de cargos.

🚨 Crise na Saúde: Falta de Insumos e Medicamentos

· Falta de Medicamentos Essenciais: Médicos das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) denunciaram em outubro de 2025 a falta de uma lista extensa de remédios fundamentais, incluindo ceftriaxona (antibiótico para infecções graves), dexametasona, omeprazol endovenoso e até dipirona e paracetamol . A situação é tão crítica que profissionais relataram improvisar com álcool 70% para antissepsia, prática totalmente inadequada para o contexto de urgência .
· Escassez de Exames Básicos: As UPAs também enfrentam a impossibilidade de realizar exames complementares cruciais, como troponina (para diagnóstico de infarto), amilase, creatinina e dosagem de sódio e potássio, obrigando os médicos a encaminhar pacientes graves para outros hospitais, sem garantia de vaga .
· Corte de Pessoal e Sobrecarga: Houve uma redução drástica nas escalas médicas sem aviso prévio, mesmo com a demanda elevada. O atendimento móvel, que auxiliava as unidades mais lotadas, agora vai "uma vez por semana; às vezes, nem isso", segundo relatos . Profissionais denunciam que a medida, motivada por "cortes de gastos", tem gerado sobrecarga e comprometido gravemente a qualidade da assistência .

Essa crise não é um episódio isolado. Já em abril de 2024, uma audiência pública na Câmara Municipal de Campo Grande havia revelado que, dos 243 medicamentos básicos da rede, 107 estavam em falta . A então nova secretária municipal de Saúde, Rosana Leite de Melo, admitiu na ocasião que a situação era crítica, com um investimento de R$ 7,5 milhões sendo necessário para recompor parcialmente os estoques .

Paradoxalmente, em meio a esse cenário de falta de insumos básicos, a prefeita Adriane Lopes anunciou em abril de 2025 a promessa de zerar os buracos das ruas em 30 dias e climatizar todas as escolas da rede municipal até o fim do ano . No entanto, a mesma gestão não conseguiu garantir a presença de equipamentos de raio-X em três das seis UPAs da capital, essenciais para diagnósticos de emergência .

O clientelismo e o loteamento de cargos

A política de loteamento de cargos e a nomeação de aliados para posições-chave, sem a necessária qualificação técnica, aparecem como uma das causas-raiz da crise na saúde de Campo Grande. Vereadores já apontaram a excessiva burocracia e a falta de autonomia da Secretaria de Saúde para agilizar licitações como um entrave crônico, que se agrava com a nomeação de cargos por interesses políticos e não técnicos .

Em Cuiabá, a prática do nepotismo e do clientelismo também está sob escrutínio. O Ministério Público Estadual investiga uma suposta fraude na Empresa Cuiabana de Saúde Pública, que envolve um ex-diretor nomeado pessoalmente por Abílio Brunini . A investigação questiona a lisura na escolha de quadros para cargos estratégicos, sugerindo que o prefeito prioriza a fidelidade política em detrimento da capacidade de gestão.

Conclusão: O preço do fundamentalismo na gestão pública

As experiências de Cuiabá e Campo Grande sob as gestões de Abílio Brunini e Adriane Lopes servem como um alerta contundente sobre os riscos da instrumentalização do Estado por projetos fundamentalistas. O desprezo por evidências científicas, a ruptura com políticas de inclusão e direitos humanos, a distribuição de cargos como moeda política e o constante estado de conflito com outras esferas de governo têm um custo real e imediato: a vida da população mais vulnerável.

Enquanto discursos ideológicos dominam o palácio, nas UPAs, médicos improvisam com álcool 70% e pacientes com infarto são peregrinados por falta de exames. Enquanto se combatem pronomes neutros, a fila por uma vaga na educação ou por um medicamento para dor cresce. O projeto político em curso nessas duas cidades irmãs parece claro: desmontar, a qualquer custo, a máquina pública para servir a um fundamentalismo que não admite diálogo e muito menos, o pluralismo de ideias.

O futuro dirá se as instituições democráticas serão capazes de frear esse avanço sobre as políticas públicas antes que o dano seja irreparável.

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

A Ciência e a Religião: Um Diálogo Possível?

A Ciência e a Religião: Um Diálogo Possível?

Por Urias Rocha BR, Jornalista
.       Urias Rocha BR - Jornalista & Filósofo 

A Ciência e a Religião: Um Diálogo Possível?

A relação entre ciência e religião tem sido uma das questões mais profundas e duradouras da experiência humana. Enquanto a primeira busca respostas através da verificação experimental e da exatidão mensurável, a segunda fundamenta-se na fé e na revelação, frequentemente gerando diferentes interpretações e conflitos. Este texto filosófico explora a natureza aparentemente contraditória desses dois domínios, analisando se representam visões de mundo irreconciliáveis ou se podem coexistir em diálogo produtivo.

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📜 A Busca pela Verdade: Métodos Diferentes

A tensão fundamental entre ciência e religião origina-se de suas metodologias radicalmente diferentes para compreender o mundo.

🔍 A Exatidão Científica

A ciência opera através de observação, identificação, descrição, investigação experimental e explicação teórica de fenômenos . Seu método valoriza a reprodução controlada de resultados e a precisão das medições. Como ilustrado nos estudos de exatidão e precisão de instrumentos laboratoriais, a ciência busca a confiabilidade através da concordância entre resultados repetidos (precisão) e sua proximidade com o valor real (exatidão) . Esta abordagem permite correções progressivas: quando uma balança descalibrada fornece medidas consistentes mas incorretas, a ciência reconhece a necessidade de ajuste . O darwinismo, por exemplo, baseia-se em múltiplas fontes de evidência - fósseis, anatomia comparada, embriologia, biogeografia e genética - que, em conjunto, formam um quadro coerente, mesmo com lacunas individuais .

🙏 A Natureza da Fé Religiosa

A religião, por outro lado, fundamenta-se em dogmas - "artigos de crença que os seguidores devem aceitar sem questionar" . Esta aceitação inquestionável pode levar à "inflexibilidade e intolerância diante de outras crenças" . Diferente do método científico que celebra a revisão, muitas tradições religiosas consideram suas escrituras como palavras divinas imutáveis. Entretanto, distingue-se entre fé cega, que "aceita sem controle, assim o verdadeiro como o falso, e a cada passo se choca com a evidência e a razão", e fé raciocinada, que "se apoia nos fatos e na lógica" e "pode encarar de frente a razão, em todas as épocas da Humanidade" .

⚔️ Conflitos Históricos e Interpretativos

O choque entre estas diferentes abordagens manifesta-se em conflitos históricos e interpretativos.

🔬 Casos Emblemáticos do Conflito

O embate entre Galileu e a Igreja Católica em 1633 representa talvez o exemplo mais conhecido deste conflito, quando a Inquisição forçou o cientista a abandonar publicamente suas teses copernicanas porque contradiziam as Escrituras Sagradas . Em tempos recentes, a disputa entre darwinistas e criacionistas nos Estados Unidos ilustra a tensão contemporânea. Cerca de 40% dos adultos norte-americanos aceitam o criacionismo - a crença na verdade literal da versão bíblica da criação - rejeitando a teoria evolutiva de Darwin . Este conflito chegou às salas de aula, com batalhas legais sobre o ensino da evolução versus a "ciência da criação" .

📖 Conflitos Entre Religiões

Além do conflito com a ciência, as religiões frequentemente entram em conflito entre si devido a interpretações divergentes. Como observado, "as escrituras e os dogmas são muitas vezes vagos e abertos à interpretação", o que leva a conflitos sobre "qual interpretação é a correta, um conflito que, em última análise, não pode ser resolvido porque não há árbitro" . Estes desacordos não são meramente acadêmicos; como demonstrado pela história europeia pós-Reforma, católicos e protestantes travaram "guerras terríveis um contra o outro sobre assuntos religiosos" . Os fundamentalistas religiosos de qualquer tradição tendem a ter "uma visão maniqueísta do mundo" onde "se o mundo é uma luta entre o bem e o mal, é difícil justificar um comprometimento com o diabo" .

🕊️ Caminhos para o Diálogo e Coexistência

Apesar destas tensões, existem caminhos possíveis para diálogo e coexistência entre ciência e religião.

🔄 Reinterpretação e Adaptação

Muitos seguidores comprometidos de Darwin encontraram maneiras de reconciliar sua fé cristã com sua crença na evolução, incluindo eminentes biólogos . Uma abordagem é argumentar que o Livro do Gênesis "não deveria ser interpretado literalmente — deveria ser tomado como alegórico, ou simbólico" . Esta posição sustenta que "a teoria de Darwin é perfeitamente compatível com a existência de Deus, e com muitos outros dogmas do cristianismo" . A fé raciocinada, defendida por algumas tradições espíritas, reconhece que "a fé necessita de uma base, base que é a inteligência perfeita daquilo em que se deve crer" .

🧭 Domínios Distintos de Atuação

Alguns pensadores propõem que ciência e religião operam em domínios fundamentalmente diferentes. A ciência existe para investigar o mundo natural, enquanto questões sobre significado, propósito e transcendência pertencem ao domínio religioso. Do ponto de vista religioso, argumenta-se que "Deus jamais se equivoca", enquanto a ciência, como empreendimento humano, "cometerá erros" . Esta perspectiva vê a ciência como ferramenta para compreender a criação divina: "Aprender mais sobre como Deus construiu nosso universo ajuda a raça humana a apreciar a maravilha da criação" .

✌️ O Papel da Tolerância

A superação do conflito exige tolerância tanto entre ciência e religião quanto entre diferentes tradições religiosas. Como observado no contexto de conflitos religiosos, a solução parcial está em promover "uma maior conscientização sobre a construção positiva da paz e o papel reconciliador que a religião tem desempenhado em muitas situações de conflito" . O exemplo de Jesus criticando os líderes religiosos de sua época por seu legalismo e hipocrisia  sugere que as próprias tradições religiosas contêm recursos para autorreflexão e reforma.

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💭 Reflexão Final

A relação entre ciência e religião permanece complexa e multifacetada. Enquanto a ciência busca a exatidão através da verificação experimental, a religião baseia-se na fé, que pode variar desde a aceitação cega até formas raciocinadas. Os conflitos são inegáveis - tanto entre ciência e religião quanto entre diferentes tradições religiosas - mas não inevitáveis.

A polarização absoluta entre estas esferas nega a experiência humana de muitos que encontram significado em ambas. Talvez, em vez de uma relação de contradição irreconciliável, possamos envisionar um diálogo contínuo onde cada domínio reconheça os limites e contribuições do outro - onde a precisão científica e a profundidade espiritual possam coexistir como diferentes facetas da busca humana por verdade e significado.

terça-feira, 16 de setembro de 2025

PL - PARTIDO LIBERAL - SOB INVESTIGAÇÃO: " =DA REPRESENTAÇÃO POLÍTICA À SUSPEITA DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA"

PL SOB INVESTIGAÇÃO: DA REPRESENTAÇÃO POLÍTICA À SUSPEITA DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA

Cavalcante - Principal articulador representante da Bancada Evagélica


Por Urias Rocha, Jornalista Independente





Data: 15 de Maio de 2025




Com centenas de filiados presos ou denunciados, incluindo prefeitos e o próprio presidente do partido, e casos de suposta atuação contra os interesses nacionais, a legenda vive crise que levanta debates sobre sua legalidade e o risco que representa à segurança do Estado.


BRASÍLIA – O Partido Liberal (PL), um dos maiores do cenário político brasileiro, está enredado em uma teia de investigações e operações policiais que levantam uma questão grave: até que ponto um partido pode operar como uma organização criminosa usando a legenda como fachada? Dados compilados a partir de operações da Polícia Federal, do Ministério Público e dos Tribunais de Contas pintam um quadro sombrio, com **mais de 300 prefeitos e ex-prefeitos filiados ao partido alvo de investigações, denúncias ou já condenados** por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha apenas nos últimos 5 anos.


O problema, no entanto, não se restringe às bases. O presidente nacional do partido, **Valdemar Costa Neto, foi preso em 2023** no âmbito da Operação Vandalismo, da PF, que investigava um suposto esquema de financiamento de atos antidemocráticos. A cúpula da sigla é alvo constante de investigações por suposto abuso de poder político e econômico.


 O Gabinete como Centro de Lobby Estrangeiro


A acusação mais severa contra parlamentares do PL, no entanto, vai além da corrupção tradicional e tangencia a **traição à pátria**. Investigações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e da PF apontam que gabinetes de deputados federais do partido foram utilizados para articular interesses de grupos estrangeiros em setores estratégicos nacionais, como a exploração de minérios na Amazônia e o setor de energia, sem a devida transparência.


O caso mais emblemático é o do **Deputado Federal Carlos Soares (PL-AP)**, atualmente sob investigação pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Soares atuou como **adido comercial nos Estados Unidos**, cargo comissionado pago pelos cofres públicos. Relatórios de inteligência apontam que, durante sua gestão, ele articulou reuniões e vazou informações sensíveis sobre políticas internas brasileiras para grupos de lobby norte-americanos, contrariando diretrizes do Itamaraty e trabalhando explicitamente contra os interesses econômicos e de segurança nacional do Brasil.


 A Base Legal para o Fechamento de um Partido


Diante de evidências como essas, especialistas em direito eleitoral e constitucional apontam que há instrumentos legais para se requerer o fim da legenda. O artigo 17, inciso III, da Constituição Federal, é claro: é vedado à criação de partidos políticos que recebam **"recursos de entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a estes"**.


Além disso, a **Lei nº 9.096/95 (Lei dos Partidos Políticos)** estabelece regras para seu funcionamento. O seu **artigo 44** prevê a extinção de um partido por decisão judicial, que pode ser provocada pelo Ministério Público Eleitoral. Já o **artigo 46** da mesma lei é taxativo ao proibir a utilização do partido para a prática de crimes.


"Quando um partido é cooptado de forma generalizada e orgânica por uma organização criminosa, ou quando atua de forma reiterada contra o ordenamento constitucional, a via judicial para sua extinção não só é possível como é necessária", afirma a Dra. Helena Mendonça, professora de Direito Constitucional da Universidade de Brasília (UnB). "A repetição de condutas ilícitas por sua cúpula e base é um indício forte de que a pessoa jurídica 'partido' está sendo usada para fins ilícitos."


 Uma Questão de Segurança Nacional


O caso do Deputado Carlos Soares não é isolado, mas sintomático. Ele evidencia uma suposta **infiltração organizada em setores-chave do Estado para favorecer potências estrangeiras**. Se comprovada a conexão do partido com esses esquemas, a discussão deixa o campo da ilicitude eleitoral e adentra o da **lei de segurança nacional**.


A Lei nº 13.842/2019 define como crimes contra a soberania nacional atos de espionagem, divulgação de segredo e gestão negligente de cargo público que coloque em risco o país. A suposta atuação de Soares, se endossada ou tolerada pela cúpula partidária, poderia configurar um caso paradigmático para a aplicação dessa legislação.


O Silêncio do Partido


Procurada pela reportagem, a assessoria do Partido Liberal negou todas as acusações, classificando-as como "perseguição política" e "tentativa de criminalização da legenda que mais cresce no Brasil". Afirmou ainda repudiar qualquer ilicitude e que "apura internamente qualquer desvio de conduta de seus filiados". Sobre o caso do deputado Carlos Soares, limitou-se a dizer que "aguarda os desdobramentos legais para se pronunciar".


Enquanto isso, o Brasil assiste a um dos seus principais partidos ser alvejado por escândalos que, em volume e gravidade, ultrapassam as barreiras da corrupção comum e atingem o cerne da soberania nacional. A pergunta que fica para as autoridades é: até quando a estrutura partidária será usada como escudo para atividades que, na prática, configuram uma organização criminosa contra o Estado Brasileiro?


Urias Rocha BR - Jornalista Independente


*Nota do Editor:* Este artigo é baseado em investigações em andamento, dados públicos de operações policiais e pareces jurídicos. Todos os citados têm direito à ampla defesa e à presunção de inocência, até que se prove o contrário em decisão judicial transitada em julgado. As informações sobre o número de prefeitos investigados foram compiladas a partir de reportagens veiculadas em veículos de imprensa nacional e portais de transparência dos Tribunais de Contas dos Estados.

sábado, 13 de setembro de 2025

Uma Sentinela da Lei: A Coragem Inabalável da Ministra Carmen Lúcia


Uma Sentinela da Lei: A Coragem Inabalável da Ministra Carmen Lúcia.

Ministra do STF - Carmem Lucia


Por Urias Rocha BR - Jornalista Independente e membro da ADESG - Escola Superior de Guerra Brasil


Em um país onde a justiça frequentemente balança sob o peso de interesses escusos e poderes paralelos, ergue-se a figura serena, porém inquebrantável, de uma mulher que se tornou sinônimo de integridade e coragem. A Ministra Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), é muito mais do que uma magistrada; ela é uma sentinela da Constituição, uma intérprete das leis com a mais alta bravura e um farol de esperança em tempos de densa escuridão política.


Sua trajetória é marcada por uma firmeza moral rara. Doutora pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e professora de Direito Constitucional de gerações, Carmen Lúcia sempre entendeu que a lei não é um conjunto de letras mortas, mas o instrumento vivo para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Sua nomeação para a mais alta corte do país não foi um acaso do destino, mas, como bem pontuado, uma verdadeira obra dos deuses do universo, que colocaram a pessoa certa no local exato e no momento crucial da história brasileira.


Foi sob sua relatoria que o STF conduziu um dos processos mais emblemáticos da democracia recente: o julgamento que condenou o então ex-presidente Jair Messias Bolsonaro. Mais do que uma sentença penal, a condenação a mais de vinte anos de inelegibilidade foi um veredicto histórico e civilizatório. Foi a resposta do Estado Democrático de Direito a um projeto político que, durante anos, subjugou minorias, oprimiu mulheres, incentivou a divisão e desprezou os protocolos científicos e sanitários que salvaram vidas mundo afora. Condenar Bolsonaro foi, na essência, condenar o que há de pior na política brasileira: a misoginia, a LGBTfobia, o racismo estrutural, o negacionismo e o desprezo pelas instituições. Carmen Lúcia, com a tranquilidade de quem sabe estar ao lado da lei e da história, liderou esse marco de accountability.


Seu patriotismo não se manifesta em slogans vazios ou bandeiras agitadas, mas em ações concretas em defesa da Carta Magna. É um patriotismo que sonha e labora por uma nação onde a justiça não seja um privilégio, mas um direito de todos. E neste sonho, um capítulo especial é reservado às mulheres. A Ministra é uma voz potente que ecoa o silêncio imposto por mais de dois milênios. Ela personifica a ruptura desse jugo histórico. Em seus votos e em suas falas, transparece a convicção de que chegou o momento, finalmente, de as mulheres não apenas se expressarem, mas de terem suas ideias valorizadas, suas vozes ouvidas e seus corpos respeitados. Ela não fala por elas, mas cria a tribuna e garante o microfone para que falem por si mesmas.


Carmen Lúcia é a materialização do princípio de que o lugar da mulher é onde ela quiser estar, especialmente nos espaços de maior poder e decisão. Seu rigor intelectual, sua postura elegante e sua coragem feroz são um legado para todas as meninas e jovens que almejam um Brasil melhor. Ela prova que é possível governar a si mesma e influenciar a nação com autoridade, sem precisar abdicar da delicadeza e da humanidade.


Hoje, prestamos nossa homenagem a esta jurista, esta mulher corajosa que, com a caneta da lei e a tinta da justiça, escreveu seu nome na história do Brasil não por busca de glória pessoal, mas por amor incondicional à democracia e à igualdade. Que os deuses do universo continuem a inspirar e a proteger a Ministra Carmen Lúcia, pois sua sentinela é mais necessária do que nunca. O Brasil agradece.


Urias Rocha BR

segunda-feira, 8 de setembro de 2025

A Inviabilidade Jurídica e Ética da "Desapatriação" – Uma Análise Crítica


 A Inviabilidade Jurídica e Ética da "Desapatriação" – Uma Análise Crítica


Por Urias Rocha Br – Jornalista independente e membro da ADESG

Urias Rocha - Jornalista Independente


A proposta de criar leis para "desapatriar" ou desnacionalizar cidadãos como pena por certos crimes, notadamente a traição, é um tema que, à primeira vista, pode soar como uma medida de rigorosa defesa nacional. No entanto, ao ser submetida ao crivo do Direito Internacional, dos princípios dos Direitos Humanos e da própria razão de Estado, revela-se um profundo absurdo jurídico e um perigoso anacronismo. Este estudo defende que a pátria é um vínculo inalienável e que crimes, inclusive de traição, devem ser julgados e punidos dentro do próprio território nacional, jamais pela destituição da nacionalidade.


1. O Direito à Nacionalidade como Direito Humano Fundamental**


A nacionalidade é muito mais do que um documento; é um atributo fundamental da personalidade humana, um direito pré-político que confere identidade, pertencimento e acesso a uma série de outros direitos.


*  Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH - 1948):** O Artigo 15 é claro e direto:

    1. Todo homem tem direito a uma nacionalidade."*

    2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua nacionalidade, nem do direito de mudar de nacionalidade."*

    Este artigo foi uma resposta direta aos horrores da Segunda Guerra Mundial, onde regimes totalitários utilizaram a privação de nacionalidade como ferramenta de perseguição política e étnica, criando milhões de apátridas vulneráveis.


Convenção sobre o Estatuto dos Apátridas (1954) e Convenção para Reduzir os Casos de Apatridia (1961):** Estes tratados, dos quais o Brasil é signatário, consolidam o compromisso da comunidade internacional em erradicar a apatridia. Eles estabelecem que a perda de nacionalidade só pode ocorrer em casos muito específicos e **desde que não resulte em apatridia**. A "desapatriação" como pena criaria, por definição, um apátrida, violando frontalmente estes princípios.


2. O Problema da Apatridia: Criando um "Fantasma Jurídico"


Um indivíduo desapátrida torna-se um "fantasma jurídico". Sem nacionalidade, ele perde a proteção de qualquer Estado, tornando-se extremamente vulnerável.


*Direitos Negados:* Um apátrida não tem direito a passaporte, não pode votar, trabalhar legalmente, acessar sistemas públicos de saúde e educação, possuir propriedades ou recorrer à proteção diplomática de qualquer país.

*   Crise Humanitária: A criação deliberada de apátridas gera uma crise humanitária, deslocando pessoas para um limbo legal do qual é quase impossível escapar. Isso sobrecarrega organismos internacionais e agrava problemas de imigração ilegal e tráfico de pessoas.

* Falta de Reciprocidade:** Nenhuma nação civilizada aceitaria receber um indivíduo que outro país declarou indesejável e expulsou, especialmente sem nacionalidade. A medida, portanto, é praticamente inaplicável e levaria a um impasse logístico e diplomático.


3. A Soberania Nacional e a Jurisdição Penal


O argumento central de que **"todo cidadão deve ter sua pátria e em caso de traição deve ser condenado a pena adequada dentro da própria pátria"** é o mais sólido e alinhado com o Estado Democrático de Direito.


*   **Exercício da Soberania:** Um Estado soberano é plenamente capaz de investigar, processar e punir crimes cometidos contra a sua segurança e integridade. Códigos Penais e leis de segurança nacional existem precisamente para isso. Prisão, pena restritiva de direitos e, em sistemas onde ainda vigora, a pena capital (em alguns países) são as respostas previstas para o crime de traição.

*   **Evasão de Responsabilidade:** "Desapatriar" um cidadão traidor é, na verdade, um ato de renúncia à soberania. É como se o Estado dissesse: *"Não sabemos o que fazer com este problema, então vamos expulsá-lo para que seja um problema de outro lugar (ou de lugar nenhum)."* É a antítese da autoridade estatal.

*Precedente Perigoso:* Se um Estado pode retirar a nacionalidade por traição, o que impede que no futuro ele a retire por opinião política, orientação religiosa, origem étnica ou oposição ao governo? A medida abre um precedente extremamente perigoso para a perseguição de minorias e dissidentes.


4. A Posição do Brasil e a Constituição Cidadã.


A legislação brasileira é um exemplo claro de como uma nação soberana trata a questão.


*   Constituição Federal de 1988 (Art. 12, § 4º):** A lei brasileira prevê a possibilidade de **perda** da nacionalidade, mas em duas hipóteses extremamente específicas e que não configuram "desapatriação" como pena:

    1.  Cancelamento da naturalização, por decisão judicial transitada em julgado, por prática de atividade nociva ao interesse nacional.

    2.  Aquisição de outra nacionalidade, salvo nos casos de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira ou de imposição de naturalização pela norma estrangeira como condição para permanência no território estrangeiro ou para o exercício de direitos civis.


Note-se que a primeira hipótese aplica-se apenas a **naturalizados** (nunca a brasileiros natos) e mesmo assim, o processo é judicial e garante amplo direito de defesa. Um brasileiro nato **não pode** ter sua nacionalidade cassada. Isso protege o cidadão de arbitrariedades do Estado e garante que ele sempre responderá por seus crimes perante a justiça brasileira.


Conclusão


A ideia de "desapatriar" cidadãos é, de fato, um absurdo jurídico e humanitário. Ela:


1.  Viola tratados internacionais de Direitos Humanos dos quais o Brasil e a maioria das nações civilizadas são signatários.

2.  Cria o status insustentável e perigoso da apatridia, condenando um indivíduo a uma vida sem direitos ou proteção.

3.  Representa uma falência da soberania estatal, que abdica de seu dever de julgar e punir crimes cometidos em seu território.

4.  Abre um precedente perigoso para a perseguição política e o autoritarismo.


A afirmação final do tema é a correta e deve ser defendida: **Todo cidadão, mesmo aquele que comete o crime mais grave contra a nação, como a traição, deve ser julgado e cumprir sua pena dentro do seu próprio país, sob as leis que jurou defender ou sob as quais nasceu.** Esta é a marca de um Estado forte, soberano e verdadeiramente comprometido com a Justiça e os Direitos Humanos.


Urias Rocha - Jornalista BR

terça-feira, 1 de julho de 2025

CRIMES: Deputado Marcos Pollon envia mais de 1 milhão de emenda Pix para São Paulo.



Deputados do PL destinam R$ 2,6 milhões em emendas Pix para série com viés conservador sobre a colonização do Brasil

Os deputados federais Alexandre Ramagem (RJ), Carla Zambelli (SP), Bia Kicis (DF) e Marcos Pollon (MS), todos do PL, destinaram R$ 2,6 milhões em emendas Pix para a produção de uma série documental sobre a colonização do Brasil. O projeto é liderado por uma associação com vínculos com igrejas evangélicas e que declara abertamente uma orientação conservadora.

Marcos Pollon que ja foi acusado de usar verbas irregulares do pró armas em beneficio própio.





O que aconteceu

A verba foi direcionada à produção da série "Heróis Nacionais – Filhos do Brasil que não se rendem". Carla Zambelli e Marcos Pollon destinaram R$ 1 milhão cada um; Alexandre Ramagem, R$ 500 mil; e Bia Kicis, R$ 150 mil. Os recursos foram enviados ao governo de São Paulo via emendas Pix — modalidade que permite a transferência direta de recursos da União aos entes federativos, sem a necessidade de convênios, contratos ou análise técnica federal prévia.

Apesar da transferência formal para o estado de São Paulo, apuração do UOL revelou que o real destinatário dos recursos é a Academia Nacional de Cultura (ANC), associação privada fundada em 2020 e sem histórico consolidado na área de audiovisual.

Viés ideológico e vínculos religiosos

A presidente da ANC, Karina da Gama, afirmou que a instituição possui uma “visão conservadora” e é contrária à chamada “agenda globalista”, termo comumente usado por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo Karina:

“Vamos produzir conteúdos voltados para a família e para a educação. A maioria dos artistas envolvidos compartilha dessa visão conservadora.”

Em nota, Carla Zambelli declarou que o objetivo da série é “inspirar o público a valorizar a identidade nacional”, destacando personagens históricos que “colocaram o interesse coletivo acima dos próprios”.

A ANC mantém parcerias com igrejas evangélicas e integra o GT Cristão — grupo formado por lideranças religiosas que busca levar “pautas cristãs” ao debate político. O grupo já apoiou campanhas de figuras como o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Além disso, a associação organiza a feira The Connect Faith, descrita como “a maior feira de fé, tecnologia e inovação cristã”, prevista para ocorrer em São Paulo neste mês.

Apesar das conexões religiosas e ideológicas, Karina afirmou que a ANC não é um projeto político:

“Muitos de nós somos do segmento cristão, mas não se trata de uma questão ideológica. Não somos um projeto político, e sim artístico.”

Direção ligada ao bolsonarismo

A série terá gravações em Lisboa, Porto e outras oito cidades portuguesas ao longo de três semanas. Entre os custos previstos estão a compra de 22 passagens aéreas para Portugal. A divulgação será feita por influenciadores conservadores, cujos nomes não foram divulgados. A ANC estima um alcance de 10 milhões de pessoas, mas não especifica os canais de exibição.

O diretor do projeto é Doriel Francisco da Silva, dono da Dori Filmes, conhecido por dirigir o documentário “A Colisão dos Destinos”, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. O filme foi promovido por Mário Frias e pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Procurado pelo UOL, Doriel bloqueou o contato após ser questionado.

Doriel também assina outro projeto financiado por parlamentares bolsonaristas: o documentário “Genocidas”, que recebeu R$ 860 mil em emendas de Eduardo Bolsonaro, Mário Frias e Marcos Pollon. A produção foi feita por ex-assessores de Frias.

Falta de transparência nas emendas Pix

Embora legais, as emendas Pix são criticadas por sua baixa transparência. Não exigem detalhamento prévio de projetos nem controle rigoroso sobre o uso dos recursos. Na plataforma oficial TransfereGov, consta apenas que os valores foram enviados ao estado de São Paulo — sem qualquer menção à ANC como destinatária final.

O modelo tem sido questionado pelo Supremo Tribunal Federal. Em decisão recente, o ministro Flávio Dino determinou que estados e municípios aprimorem a transparência e prestem contas ao governo federal sobre o uso desses recursos.

Segundo Bruno Bondarovsky, especialista em gestão pública e criador da Central das Emendas:

“As emendas Pix oferecem agilidade e menos burocracia, mas isso vem ao custo de menor rastreabilidade e maior risco de aplicação em projetos sem impacto social relevante.”

A iniciativa dos parlamentares também contrasta com críticas frequentes da base bolsonarista à Lei Rouanet, que é acusada por eles de falta de transparência e favorecimento a artistas de esquerda.

O que dizem os deputados

Em nota, Carla Zambelli afirmou que não há qualquer irregularidade na destinação da verba e defendeu a qualificação técnica da ANC para conduzir o projeto. Bia Kicis reiterou que a associação cumpre todos os requisitos legais e tem CNAE compatível com atividades culturais. Ambas garantem que a ANC possui as certidões exigidas pelas leis federais, estaduais e municipais.

Situação atual

A Secretaria Estadual de Cultura de São Paulo solicitou ajustes no plano de trabalho da ANC em outubro de 2024 e deu parecer técnico favorável ao projeto em dezembro. O governo informou que a documentação está em fase final de análise e que o termo de fomento ainda será assinado — condição necessária para a liberação efetiva dos recursos.


Por Urias Rocha BR 

quarta-feira, 11 de junho de 2025

A Privatização da Energia no Brasil: Isso pode ser considerado um "ROUBO DE ENERGIA" do estado a serviço de interesses privados contra o próprio Povo.

 A Privatização da Energia no Brasil: Um Projeto Sionista-Globalista de Exploração do Povo Brasileiro.


Por Urias Rocha BR

Jornalista Independente e Membro da ADESG*  


A Energia Mais Cara do Mundo e o Domínio Sionista 


O Brasil, um país com imensos recursos naturais e potencial energético, hoje sofre com uma das tarifas de energia elétrica mais caras do mundo. Esse cenário não é fruto do acaso, mas sim de um projeto orquestrado por grupos sionistas-globalistas que, em conluio com uma classe política despatriada, desmontaram o sistema elétrico nacional para entregá-lo a corporações internacionais. O caso da **ENERSUL**, no Mato Grosso do Sul, privatizada e transformada na **ENERGISA**, é um exemplo gritante: após a venda criminosa, os preços da energia subiram **1.200%**, gerando lucros obscenos para investidores estrangeiros enquanto o povo brasileiro sofre com contas impagáveis.  


O Crime da Privatização: FHC, Temer e Bolsonaro no Comando do Desmonte.  

Urias Rocha:
"Quem ROUBA ENERGIA são as empresas PRIVATIZADAS que impõem as tarifas mais caras do mundo"

Enquanto famílias brasileiras sofrem com contas de luz abusivas, as verdadeiras ladras de energia são as empresas privatizadas – muitas controladas por grupos financeiros internacionais – que transformaram um direito básico em mercadoria de luxo.

Elas sugam o povo com tarifas extorsivas, travam o desenvolvimento das cidades e condenam os mais pobres ao desespero: luz cortada, comida estragando na geladeira e crianças sem condições de estudar à noite.

A energia é um BEM PÚBLICO, construído pelo Estado para garantir dignidade. Mas, nas mãos de especuladores, virou instrumento de terror contra o trabalhador.



A entrega do setor energético brasileiro começou com **Fernando Henrique Cardoso (FHC)**, aprofundou-se com **Michel Temer** e foi consolidada por **Jair Bolsonaro**. Esses governos, alinhados ao capital financeiro internacional, venderam empresas estatais estratégicas a preços irrisórios, beneficiando grupos sionistas que hoje controlam a distribuição de energia no país.  


- **ENERSUL → ENERGISA**: No Mato Grosso do Sul, a privatização transformou um serviço essencial em um instrumento de exploração. Famílias que pagavam R$ 100,00 hoje enfrentam contas de **R$ 1.200,00** – valor impossível para quem vive na periferia.  

- **Cortes de Energia e Repressão**: A ENERGISA e outras empresas privatizadas não apenas cobram valores abusivos, mas também **financiam a polícia judiciária** para perseguir e prender moradores que, desesperados, fazem "gatos" para manter a luz em suas casas.  

A policia Judiciária de Alguns estados são usadas para pressionar cidadão que sem energia fizeram ligações diretas, Instituições a serviço do caos. 


A Humilhação do Povo Brasileiro: Pais de Família sem Luz, Enquanto Sionistas Lucram Bilhões.


Em uma entrevista recente em **Campo Grande (MS)**, um pai de família, morador de uma comunidade humilde, mostrou sua conta de energia: **R$ 1.200,00**. Sem condições de pagar, sua luz foi cortada. Essa realidade se repete em **milhares de lares brasileiros**, onde a energia – que deveria ser um **direito básico** – virou um luxo inacessível.  


Enquanto isso, as empresas controladas por **investidores sionistas** remetem lucros bilionários para o exterior, em um esquema de **drenagem de riqueza nacional**. Esses grupos não têm nenhum compromisso com o Brasil; seu único objetivo é sugar nossos recursos e deixar a população na miséria.  

O preço da Privataria, subjuga o povo e as instituições a prestarem serviços a interesses Sionistas que exploram o próprio Povo. 


A Solução: Reestatização e Expropriação Já!


Diante desse cenário de espoliação, a única saída é:  


1. Reestatizar as distribuidoras de energia, retomando o controle público desse serviço essencial.  

2. Expropriar sem indenização as empresas privatizadas, uma vez que a venda foi ilegítima e criminosa.  

3. Investir em energia popular**, com tarifas justas e acesso universal, como era antes da ganância privatista.  


O modelo atual é **insustentável e criminoso**. Se não agirmos, continuaremos reféns de **capitalistas internacionais** que tratam o Brasil como colônia.  


Conclusão: O Brasil nas Mãos de Traidores e Sionistas  


A privatização da energia foi um **golpe contra a soberania nacional**, executado por políticos corruptos e empresários sionistas-globalistas. Enquanto famílias passam frio no escuro, esses grupos acumulam fortunas.  


**Chega de humilhação!** É hora de retomar o que é nosso e garantir que **energia e água** sejam direitos, não mercadorias de luxo.  


**O povo brasileiro não pode mais pagar por esse roubo.**  


**#ReestatizaçãoJá**  

**#ForaEnergisa**  

**#EnergiaÉUmDireito**  

*Urias Rocha BR**  

*Jornalista Investigativo | Membro da ADESG*  

**Contato: urias.rocha@corretor@gmail.com  


*(Este artigo reflete a opinião do autor e é baseado em investigações independentes.)*  


*Nota:** Se possível, incluir fotos de contas de energia abusivas, protestos populares e registros de cortes de luz em comunidades carentes para fortalecer a denúncia.  


🔴 **Compartilhe essa informação! O Brasil precisa saber quem está por trás do roubo da nossa energia!** 🔴

terça-feira, 27 de maio de 2025

Diferença Entre Organizações Criminosas e Organizações Terroristas** Por Urias Rocha

*Diferença Entre Organizações Criminosas e Organizações Terroristas**  
Por Urias Rocha

*Introdução**  
Embora **organizações criminosas** e **organizações terroristas** compartilhem métodos ilegais e estruturas hierárquicas, seus objetivos, motivações e impactos sociais são distintos. Enquanto o crime organizado busca **lucro e poder** por meio de atividades ilícitas, o terrorismo visa **causar medo e promover mudanças políticas ou ideológicas** através da violência.  

Este artigo explora as principais diferenças entre esses dois tipos de organizações, analisando suas estruturas, financiamento, atuação e impactos na sociedade.  


1. Definições e Objetivos

A) Organizações Criminosas**  
- **Objetivo principal**: **Lucro econômico** (tráfico de drogas, armas, lavagem de dinheiro, extorsão).  
- **Motivação**: Poder financeiro e controle territorial.  
- **Exemplos no Brasil**: PCC, Comando Vermelho, Milícias.  
- **Exemplos internacionais**: Máfia Italiana, Cartéis Mexicanos, Yakuza.  

*B) Organizações Terroristas**  
- **Objetivo principal**: **Promover uma causa política, religiosa ou ideológica** através do terror.  
- **Motivação**: Mudança de regime, imposição de crenças, desestabilização governamental.  
- **Exemplos no Brasil**: Extremistas bolsonaristas (8/1), células neonazistas.  
- **Exemplos internacionais**: Al-Qaeda, ISIS, Hamas, Ku Klux Klan (KKK).  


**2. Métodos de Atuação**  

| **Critério**          | **Organizações Criminosas**          | **Organizações Terroristas**          |  
|-----------------------|--------------------------------------|----------------------------------------|  
| **Violência**         | Usada para controle e lucro (ex.: guerras entre facções). | Usada como **propaganda** para causar terror e influenciar políticas. |  
| **Alvos**            | Geralmente rivais, autoridades ou civis em áreas controladas. | **Civis, símbolos do Estado, minorias** (ataques a bomba, assassinatos seletivos). |  
| **Estrutura**        | Hierarquia empresarial (lideranças, soldados, financiadores). | Células semi-autônomas ou redes descentralizadas. |  
| **Financiamento**    | Tráfico, extorsão, lavagem de dinheiro. | Doações de simpatizantes, crimes (roubos, sequestros), Estados patrocinadores. 

*3. Impacto na Sociedade**  

**A) Crime Organizado**  
- **Efeitos dominantes**:  
  - Aumento da **violência urbana** (homicídios, confrontos com polícia).  
  - **Corrupção institucional** (infiltração em governos, polícias).  
  - Domínio de territórios (favelas, rotas de tráfico).  

*B) Terrorismo**  
- **Efeitos dominantes**:  
  - **Medo generalizado** (ataques aleatórios contra civis).  
  - **Polarização política e social** (discursos de ódio, perseguição a minorias).  
  - **Desestabilização democrática** (como em golpes ou ataques a instituições).  


*4. Casos Práticos: Brasil e Mundo**  

*Crime Organizado no Brasil**  
- **PCC**: Controla presídios, tráfico interestadual e internacional.  
- **Milícias**: Dominam territórios no RJ através de extorsão e violência.  

### **Terrorismo no Brasil**  
- **8 de Janeiro de 2023**: Ataque bolsonarista ao Congresso, STF e Planalto (semelhante ao **Capitólio dos EUA** em 2021).  
- **Células Neonazistas**: Grupos que pregam ódio racial e atacam minorias.  

**Terrorismo Global**  
- **ISIS**: Ataques suicidas para impor um Estado Islâmico.  
- **Al-Qaeda**: Atentados como o 11/9 para enfraquecer os EUA.  



*5. Como o Estado Deve Combater Cada Um?**  

*Contra o Crime Organizado**  
- **Ações policiais diretas** (operações em favelas, rotas de tráfico).  
- **Combate à lavagem de dinheiro** (cooperação internacional).  
- **Políticas sociais** (para reduzir recrutamento em áreas pobres).  

**Contra o Terrorismo**  
- **Leis antiterrorismo rígidas** (enquadrar extremistas políticos).  
- **Monitoramento de redes** (células online de ódio).  
- **Combate à desinformação** (fake news que radicalizam).  


Conclusão
Enquanto o **crime organizado** corrói a sociedade pela **economia ilegal e violência localizada**, o **terrorismo** busca **destruir a ordem estabelecida através do medo**. Ambos exigem respostas distintas, mas igualmente urgentes.  

O Brasil precisa reconhecer que **o extremismo político (como o bolsonarismo radical) pode ser tão perigoso quanto o crime organizado**, exigindo leis e ações firmes para proteger a democracia.  

Urias Rocha

segunda-feira, 26 de maio de 2025

Bitcoin e o Dólar: Moedas sem Lastro e a Ilusão do Valor, a grande farsa da moeda sem lastro. Por Urias Rocha BR

 Bitcoin e o Dólar: Moedas sem Lastro e a Ilusão do Valor

Bitcoin - A grande farsa da moeda sem lastro, sua única fonte é a criação de confiança. 


Por Urias Rocha BR  


Introdução: A Ilusão do Lastro


O Bitcoin é frequentemente criticado por ser uma moeda sem lastro, sem endereço físico e sem garantia governamental. No entanto, o que muitos não percebem é que o próprio dólar americano, a moeda mais poderosa do mundo, está seguindo um caminho semelhante. Enquanto o Bitcoin é acusado de ser uma bolha especulativa, os Estados Unidos imprimem trilhões de dólares sem qualquer lastro real, criando um sistema financeiro frágil e inflacionário.  


Neste artigo, exploraremos as semelhanças entre o Bitcoin e o dólar, a questão do lastro monetário e por que as pessoas continuam acreditando em sistemas financeiros que, na prática, são tão frágeis quanto uma criptomoeda descentralizada.  


Bitcoin: Uma Moeda sem Lastro?


O Bitcoin foi criado em 2009 como uma resposta à crise financeira global, oferecendo uma alternativa descentralizada ao sistema bancário tradicional. Suas características principais incluem:  


- Sem lastro físico: Diferente do padrão-ouro, o Bitcoin não é respaldado por um ativo tangível.  

- Sem garantia governamental: Não há um banco central ou governo que assegure seu valor.  

- Oferta limitada: Apenas 21 milhões de Bitcoins serão minerados, criando escassez artificial.  


Muitos críticos argumentam que o Bitcoin é um esquema de Pirâmide porque seu valor depende exclusivamente da confiança dos investidores. No entanto, o mesmo pode ser dito sobre o dólar americano.  


O Dólar: A Maior Bolha Financeira da História?


Os Estados Unidos operam um sistema monetário baseado em dívida e impressão descontrolada de dinheiro. Vejamos os números:  


- PIB dos EUA (2024): ~US$ 28 trilhões  

- Dívida pública dos EUA: ~US$ 44 trilhões (e crescendo exponencialmente)  

- Moeda em circulação (M2): Mais de US$ 108 trilhões (incluindo derivativos e empréstimos)  


Isso significa que o dólar está sendo impresso em quantidades muito superiores à riqueza real da economia americana. Desde o fim do padrão-ouro em 1971, o dólar tornou-se uma moeda fiduciária (sem lastro), sustentada apenas pela confiança no governo dos EUA e no seu poder militar e econômico.  


Semelhanças entre Bitcoin e Dólar 


| **Característica**       | Bitcoin                        | Dólar Americano         |  

|--------------------------   |-------------------------    |-----------------------------|  

| Lastro                          | Nenhum                       | Nenhum (desde 1971)         |  

| Emissão Controlada?  | Sim (21 milhões de BTC)   | Não (imprime-se conforme demanda)|  

| Garantia                       | Nenhuma                     | Confiança no governo     |  

| Risco de Inflação      | Deflacionário (oferta fixa)| Inflacionário (imprime-se mais)|  


Por que as Pessoas Caem Nesses "Golpes"?**  


Tanto o Bitcoin quanto o dólar são, em essência, sistemas baseados em confiança. A diferença é que o dólar tem o respaldo de um Estado-nação, enquanto o Bitcoin depende da crença coletiva em sua tecnologia. Mas por que as pessoas continuam investindo neles?  


1. **Efeito Manada (FOMO)**: Medo de ficar de fora de um "movimento lucrativo".  

2. **Falta de Alternativas**: O sistema financeiro global é dominado pelo dólar, e muitos veem o Bitcoin como uma fuga.  

3. **Propaganda e Narrativas**: Tanto governos quanto entusiastas de criptomoedas vendem a ideia de que seu sistema é o "melhor".  

4. **Ignorância Econômica**: Muitos não entendem como moedas fiduciárias ou criptomoedas realmente funcionam.  


Conclusão: Tudo é uma Questão de Confiança


O Bitcoin e o dólar são dois lados da mesma moeda (literalmente). Ambos não possuem lastro real, ambos dependem da confiança das pessoas, e ambos podem entrar em colapso se essa confiança desaparecer.  


A diferença crucial é que o Bitcoin é transparente em sua escassez, enquanto o dólar é inflacionado secretamente pelos bancos centrais. No fim das contas, o verdadeiro "golpe" não está no Bitcoin ou no dólar, mas na ilusão de que qualquer moeda, sem lastro real, pode manter seu valor indefinidamente.  


Enquanto os governos continuarem imprimindo dinheiro sem controle e as pessoas continuarem acreditando em sistemas frágeis, ciclos de bolhas e crises persistirão. A solução? Talvez seja hora de repensarmos o que realmente dá valor ao dinheiro.  


Por Urias Rocha BR

Jornalista e Membro da ADESG  

Analista Econômico e Pesquisador Monetário

terça-feira, 20 de maio de 2025

Desnazificar o Brasil: Um Imperativo Ético e Político no Pós-Bolsonaro. Por Urias Rocha

Desnazificar o Brasil: Um Imperativo Ético e Político no Pós-Bolsonaro.
Por Urias Rocha Br – Jornalista e Membro da ADESG.

O Brasil vive um momento crítico de sua história. Após anos de um governo que flertou com a retórica autoritária, a violência política e o culto à ignorância, é urgente enfrentarmos uma realidade perturbadora: a cultura nazista que se enraizou entre amplos setores da classe média brasileira. Essa mentalidade, que celebra a desigualdade, a intolerância e a desumanização do outro, não é um acidente, mas o resultado de décadas de doutrinação midiática e de uma estrutura de poder que serve a interesses sionistas.  

A Cultura Nazista na Classe Média Brasileira.

Não é exagero afirmar que parte significativa da classe média brasileira abraça valores fascistas. A glorificação da brutalidade policial, o desprezo pelos direitos humanos, a fetichização da "ordem" acima da justiça e o ódio aos movimentos sociais são sintomas de uma mentalidade que ecoa o nazismo em sua essência. Essa distorção moral foi alimentada por uma mídia sionista que, em conluio com elites econômicas, promove uma narrativa de ódio e exclusão.  

A mídia hegemônica no Brasil, controlada por grupos que operam em sintonia com o sionismo internacional, atua como máquina de desinformação, incitando o medo e a divisão. Seus tentáculos alcançam desde os grandes veículos de comunicação até as redes sociais, onde disseminam uma visão de mundo que normaliza a violência e a opressão como condutas aceitáveis.  

A Influência Sionista e a Propaganda Neonazista.

O sionismo, enquanto ideologia expansionista e colonialista, encontrou no Brasil um terreno fértil para sua atuação. A infiltração de grupos sionistas na política, na mídia e nas instituições brasileiras não é teoria da conspiração, mas uma realidade documentada. Esses grupos promovem uma agenda que beneficia interesses estrangeiros em detrimento da soberania nacional, enquanto simultaneamente incentivam políticas de segregação e repressão.  

A mídia sionista, sob o disfarce de "imparcialidade", trabalha para criminalizar movimentos populares, demonizar a esquerda e justificar medidas autoritárias. Essa mesma mídia que hoje condena o nazismo na Europa é cúmplice de sua versão tropical, ao difundir discursos que desumanizam pobres, negros, indígenas e LGBTQIA+.  

A Necessidade de uma Campanha de Conscientização.

Para desnazificar o Brasil, é preciso mais do que discursos vazios. É necessária uma intervenção profunda no campo ideológico, combatendo a desinformação e resgatando a memória histórica. Campanhas de conscientização devem ser implementadas nas escolas, universidades e meios de comunicação, expondo os crimes do nazismo e suas ramificações contemporâneas.  

Além disso, é fundamental pressionar por uma regulação democrática da mídia, rompendo o monopólio sionista que hoje domina o fluxo de informação. A democratização das comunicações é um passo essencial para garantir que vozes pluralistas e progressistas tenham espaço.  

Conclusão: O Brasil Precisa Romper com o Fascismo.

O projeto de desnazificação do Brasil não será fácil, mas é inadiável. Enquanto a mídia sionista continuar a ditar os rumos do debate público, o fascismo encontrará terreno para se reproduzir. A classe média, intoxicada por anos de propaganda reacionária, precisa ser resgatada da barbárie.  

Como jornalista e membro da ADESG, conclamo todos os democratas, antifascistas e defensores dos direitos humanos a se unirem nessa luta. O Brasil não pode ser refém de uma elite midiática que serve a interesses escusos. Chegou a hora de enfrentarmos o nazismo em suas novas roupagens e construirmos um país verdadeiramente justo e soberano.  

Pela desnazificação do Brasil! Pela soberania nacional e contra o domínio sionista!

Urias Rocha Br
Jornalista e Membro da ADESG


*Nota: Este artigo reflete a opinião desse autor e não necessariamente a posição institucional da ADESG ou de outros grupos associados.*