
Nathália Queiro, ex-assessora do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), foi citada no relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A assessora foi citada no mesmo relatório que identificou movimentações atípicas no valor de R$ 1,2mi de reais nas contas de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro.
A história da ex-assessora com a família Bolsonaro começa em 2007. Nathália era vice-liderança do PP, partido de Flávio Bolsonaro, à época. Entre 2011 e 2016 trabalhava no gabinete do parlamentar. A personal trainer recebia R$ 9,8 mil, até ser exonerada. Então, substituída por sua irmã, que recebia a mesma quantia.
Após deixar o gabinete, Nathália foi nomeada por Jair Bolsonaro sua secretária parlamentar. Recebia, então, somando salário e gratificações, montantes superiores a R$ 10 mil. A ex-assessora foi exonerada do cargo em outubro de 2018. Na mesma época, seu pai, Fabrício Queiroz, foi exonerado de seu cargo no gabinete de Flávio Bolsonaro.
De acordo com o coaf, Nathália repassou a Fabrício de Queiroz, seu pai, um somatório de R$ 84 mil entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017 e recebeu R$ 89 mil em valores líquidos.
Em sua conta no instagram, Nathália Queiroz exibia com orgulho os clientes para quem trabalhava como personal trainer, curiosamente, em horário de expediente. Fotos acompanhada de famosos, como Bruno Gagliasso e Bruna Marquezine, podem ser lá encontrados. Trabalhava também na clínica de Márcio Tannure, chefe do departamento médico do Flamengo.
A suspeita do ministério público é de que a personal trainer, seu pai e os demais assessores da família Bolsonaro, estivessem envolvidos em um esquema de repasse de salários em troca de cargos públicos. No entanto, para comprovar-se tal suspeita, é necessário quebrar o sigilo bancário da família Bolsonaro e de seus assessores
3VIA
Urias Rocha®
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