segunda-feira, 6 de junho de 2016

Gráfica Alvorada no centro das corrupções - Abastecia Amorim, André Puccinelli e mais três Citados

‘Propinoduto’ da Gráfica Alvorada abastecia Puccinelli, Amorim e mais três


Dos citados como supostos beneficiados do ‘propinoduto’, apenas Puccinelli  e Jafar não tiveram a prisão pedida.

Cinco pessoas eram beneficiadas por supostas propinas recebidas da Gráfica Alvorada, conforme relatório emitido pela Controladoria-Geral da União e despachado pela juíza federal Monique Marchiolli Leite. A verba teria sido desviada dos cofres públicos, e destinada para o ex-governador André Puccinelli (PMDB), o empresário João Amorim, a sócia Elza Cristina Araújo dos Santos Amaral, o ex-secretário-adjunto de Fazenda André Cance, e Mirched Jafar Junior, proprietário da empresa.

Dos citados como supostos beneficiados do ‘propinoduto’, apenas Puccinelli e Jafar não tiveram a prisão pedida. Cance ficou preso por cinco dias e foi liberado. Amorim segue em uma cela de cadeia, e Elza Cristina está presa em regime domiciliar.

Com base nos documentos da CGU, da Polícia Federal e da Receita Federal, a juíza Moniche Marchiolli afirma, nos autos, que a 'extrema celeridade no processo e os erros encontrados indicam novamente que a verdadeira intenção da aquisição milionária (de livros) foi o desvio de recursos públicos e o recebimento de propina’.

“Assim, extrai-se da análise realizada pela CGU, em conjunto com as interceptações telefônicas levadas a efeito na primeira etapa das investigações da denominada Operação Lama Asfáltica, que há indícios de que a Gráfica Alvorada tenha sido beneficiada pela Administração estadual, por meio de fraude na contratação, mediante o pagamento de propina a agentes públicos, inclusive, ao ex-governador André Puccinelli”, resume a juíza federal.

O processo
A Polícia Federal e a CGU investigam supostas fraudes em contratos de R$ 29 milhões para aquisição de livros paradidáticos durante o governo Puccinelli. De acordo com os investigadores, foram apurados R$ 13 milhões em desvios.

A empresa Gráfica Jafar Ltda, também conhecida pelo nome fantasia Gráfica Alvorada, está na lista das empresas investigadas pela Operação Lama Asfáltica. Ela firmou contratos com inelegibilidade de licitação para aquisição de livros.

O delegado Regional do Crime Organizado da Polícia Federal de Mato Grosso do Sul, Cleo Mazzotti, informou que foram encontrados contratos para aquisição e livros, entre 2012 e 2014, 'com potencial desvio de recursos'.

Também foi informado que há indícios de que os livros não foram utilizados e supostamente foram superfaturados. “Os Livros não foram utilizados. Foram comprados sem qualquer justificativa ou utilização. A dificuldade é que os valores dos livros são de difícil comparação”, afirmou.

Com essa modalidade de contratação, a gráfica recebeu, somente por meio da Secretaria Estadual de Educação, pagamentos de R$ 11,2 milhões em dezembro de 2014. De acordo com o Portal da Transparência da administração estadual, foram quatro notas, nos seguintes valores: R$ 3 milhões, R$ 2,7 milhões, R$ 804 mil e R$ 4,7 milhões.

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