sábado, 13 de fevereiro de 2016

PCdoB prega união ampla contra o golpe e pela retomada do crescimento

A Comissão Política Nacional (CPN) do PCdoB esteve reunida nesta segunda-feira (1º), em Brasília, para analisar a conjuntura e tomar posição em face de um quadro em que a oposição neoliberal insiste em manter a ameaça golpista. Para os comunistas é hora de unir os mais amplos setores para lutar contra a tentativa de golpe e fortalecer a luta pela retomada do crescimento nacional.
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PCdoB: Com o povo na rua, o golpe não passará!
 PCdoB defende ampla mobilização democrática contra o golpe
A direção nacional do PCdoB emitiu, ao final da reunião, uma resolução na qual destaca que o ano de 2016 já se inicia marcado pelo confronto entre os setores que lutam em defesa do Estado Democrático de Direito e para que a economia volte a crescer e gerar empregos contra “uma oposição inconsequente que atua para manter a instabilidade política e assim forçar o prolongamento da crise”. Diante desse cenário o PCdoB destaca positivo o anúncio, pelo governo Dilma, de um crédito de R$ 83 bilhões direcionados ao fortalecimento das empresas com recursos para agricultura e para exportações. O partido também ressaltou a retomada das reuniões do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o Conselhão, instrumento capaz de viabilizar um “amplo diálogo que tem por objetivo impulsionar uma nova agenda de compromisso com o desenvolvimento”.

Ainda em relação à retomada do crescimento, enumera uma série de medidas necessárias, dentre elas a redução da taxa de juros, a estabilidade da taxa de câmbio e ações em favor da geração do emprego e valorização do trabalho. O PCdoB considera necessário o reequilíbrio fiscal, mas “enfatiza que a conta desse reequilíbrio não pode ser direcionada aos trabalhadores e ao povo”, se mostra disposto a contribuir para entendimento em torno da criação da CPMF e defende uma “Reforma Tributária progressiva para que se reverta a lógica vigente que lança sobre os trabalhadores a maior carga dos impostos, poupando o topo da pirâmide”. Sobre a reforma da previdência, embora considere necessário o debate, o partido não a considera urgente.

O PCdoB alerta para a ameaça de golpe ainda vigente, mesmo depois das derrotadas sofridas pelos golpistas. Ainda que debilitada, a bandeira do impeachment ainda é empunhada pela oposição e tramita no TSE uma ação contra a presidenta Dilma Rousseff e o vice, Michel Temer. Isto, somado à Operação Lava Jato e o conluio com grande parte da mídia hegemônica, tem ainda potencial para gerar a instabilidade política desejada pelos golpistas. É para barrar essa tentativa que os comunistas defendem uma ampla mobilização democrática tanto no plano institucional como nas ruas. Por fim a resolução destaca a grande importância da batalha eleitoral de 2016 e a necessidade do envolvimento da militância na disputa que precisa ser encarada como “grande desafio para a afirmação do papel e identidade própria do PCdoB, ampliar e fortalecer a ocupação de seu lugar político, disputar ativamente novas filiações e a renovação na representação política da esquerda brasileira”.


Urias Rocha

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